quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Noção de risco


Noção do risco na contemporaneidade e transição para a vida adulta.
  • Praticas de risco entre os jovens: consumo imoderado de álcool e drogas ilícitas.
  • Contemporaneidade: tempo de avanços tecnológicos e diversos paradoxos.
  • Enorme facilidade na troca de informações.
  • Alargamento da noção de direitos humanos.
  • Primeiro paradoxo: âmbito social. O avanço nos sistemas de produção automatizados e o incremento de novas tecnologias em diversas áreas de produção não significaram a redução da pobreza, nem a melhoria das condições de vida da população mais pobre. Apesar disso observa-se um acirramento das desigualdades sociais.
  • Segundo paradoxo: âmbito dos direitos humanos. Reconhecimento e legitimação dos direitos humanos versus vivência de situações de violência e desrespeito a esses mesmos valores.
  • Apesar de indicadores econômicos e sociais apresentarem valores ascendentes há um forte sentimento de insegurança existe hoje uma falta de credibilidade nos poderes públicos.
  • A população jovem é a mais atingida pelas deturpações desse tempo histórico, sobre elas pesam cobranças e expectativas de inserção no mercado de trabalho, de formação escolar, etc.
O lugar do risco na contemporaneidade
  • Anteriormente quando a sociedade via- se em uma situação de risco, percebia-se isso como uma forma de azar/sorte, chance, fatalidade ou mesmo envolvendo uma vontade divina ou do destino. Na sociedade contemporânea introduziu-se uma noção de organização e planejamento frente ao futuro com perspectivas de torná-lo “controlável”.
  • Duas direções para o sentido do risco: Numa congrega valores de audácia, coragem, de certa ironia diante do perigo, de desafio frente a obstáculos e na direção de ampliar conquistas. Em outra remete a apelos de contenção, de adesão às normas vigentes, é uma busca do próprio indivíduo nessas práticas que causam tanto risco.
  • Hoje para os jovens existem presentes imperativos moralizadores (não fume, não beba, estude). Existe um vazio preenchido por uma falta de sentido na vida.
  • Assumir atitudes de risco compete a uma busca de significado para a vida no enfrentamento da morte, dando chances iguais de dela escapar. Muitas vezes tais situações de risco encaminham o sujeito a destruição como no consumo imoderado de drogas, formas irresponsáveis de condução de veículos, ao sexo desprotegido ou também expressões culturais como o surfe ferroviário ou participação em torcidas organizadas de futebol.
A juventude na contemporaneidade
  • Juventude compete-se aqueles entre 15 e 24 anos de idade (ou pelo menos tradicionalmente).
  • Assume-se a vida adulta a partir do momento em que o individuo assume papeis sociais prescritos na sociedade, como inserção no mercado de trabalho, independência financeira, formação de uma família e conclusão dos estudos. Hoje já não há um tempo certo para tornar-se adulto, afinal cada vez mais a juventude já não se conclui com o final da graduação, há ainda agora os cursos de pós-graduação e outros que adiam a formação de uma nova família bem como a independência financeira. Por outro lado há aqueles que começam uma vida sexual cedo (coisa também de nossos tempos) e precisam interromper seus projetos de formação e qualificação profissional para assumirem responsabilidades de uma nova família, ou mesmo há aqueles que entram precocemente no mercado de trabalho atrapalhando também sua formação.
  • Por tanto a juventude pode estender-se ate a terceira idade ou encerrar-se antes de completados os vinte anos.  

Texto de Referência: “O sentido do risco” – S. La Mendola.

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